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MATÉRIA PUBLICADA EM 25/03/2012

 

Budismo Tibetano

Após aprofundar estudos no Nepal, Lama Zopa Norbu anuncia novidades para este ano.

 

Por Sonielson Luciano de Sousa - Jornal O GIRASSOL

sonielson.ogirassol@uol.com.br

 

[Matéria editada para ser exibida no site]

 

Ensinamentos no segundo semestre
Fruto de uma iniciativa do Lama Zopa Norbu e da professora Ângela Soci, de setembro a novembro de 2012 o Jardim do Dharma irá oferecer um curso com o renomado mestre de cerimônias do Mosteiro de Benchen, no Nepal, Lama Gyurme Thenpel. Trata-se de um ensinamento para todo e qualquer interessado em se aprofundar na rica tradição e cultura do Budismo Tibetano, conhecido por seus elaborados rituais com muitas cores e sons. Em breve, o Jardim do Dharma irá dar mais detalhes sobre as datas e custos para participar dos ensinamentos.



Dentre as atividades que serão ministradas pelo Lama Gyurme Thenpel está a elaboração de Tormas, e o uso adequado de certos instrumentos musicais, tais como Dung-chen, Kang-ling, Dung-kar e  Gyaling (saiba mais sobre cada um deles, abaixo).



Rituais
O Lama Zopa Norbu faz questão de lembrar que o ritual no budismo é uma forma de prover as circunstâncias para que nossos potenciais e nosso karma positivo amadureçam. Dessa forma, mestres como Kyabje Bokar Tulku Rimpoche e Kyabje Tenga Rimpoche, que estão diretamente ligados ao Jardim do Dharma, dão uma importância extraordinária ao aprendizado do ritual como peça fundamental para o desenvolvimento interno. “Se não plantamos boas sementes na terra de nosso continuum mental, nada crescerá ainda que todos os dias possamos regar esta terra”, ensina o Lama Zopa Norbu, para emendar que da mesma forma, “se não plantamos boas sementes karmicas de êxito em nosso comportamento, a puja em si mesma não terá nenhum poder de transformar a nossa vida”.

Zopa Norbu diz que quando combinamos a conduta ética com os rituais tradicionais, então chegamos à fórmula correta para ter êxito tanto no campo espiritual como na vida cotidiana. “Nada há de superstição neste enfoque. Aprender corretamente os rituais Vajrayana e a utilização dos seus instrumentos é peça fundamental para que possamos transformar nossa vida e nossa psique para o beneficio de todos os seres sencientes”, finaliza Norbu.

SAIBA MAIS
Torma
Em sua compaixão pelos seres sencientes, os Budas do passado e do presente deram ilimitadas práticas espirituais destinadas a ajudar os seres para por fim ao sofrimento e despertar para sua verdadeira natureza.

Estas práticas incluem uma série de potentes técnicas de meditação tântrica, que faz uso de elementos sagrados, como mandalas, formas de divindades de sabedoria, mantras, mudras (gestos) e substâncias sagradas como tormas

A torma representa a mente desperta do Buda e através de nossa conexão com ela a nossa própria mente de Buda pode ser despertada.



Cada torma tem a sua forma exata, proporção e a sua cor; surgem da mente de sabedoria dos Budas.  Portanto, a sua forma material sublime facilita a prática espiritual e a realização.

As tormas são comumente usadas pelos praticantes budistas tântricos, mas seus benefícios são dirigidos a qualquer pessoa que queira trazer esta energia iluminada dos Budas para seu ambiente.

É tradicionalmente reconhecido que quando se faz a prática espiritual com uma torma, as substâncias materiais que constituem a torma tornam-se extremamente potentes.

Por exemplo, no Tibete, quando alguém termina um retiro de três anos ou um retiro de uma prática intensiva, a torma que esteve no seu altar é considerada o receptáculo de todas as bênçãos emanadas pelos Budas.

Depois de concluídas as grandes pujas (cerimônias), as tormas que foram oferecidas às divindades são, depois, oferecidas para todos os participantes.  Comendo um pedacinho da mesma recebemos todo o caudal de benção.




Dung-chen
É o maior instrumento utilizado no ritual budista tibetano. Estes instrumentos medem geralmente, entre 2 e 3 m de comprimento, mas pode chegar a ter ate 4,5 m. O tubo telescópico é feito de cobre ou latão, e os instrumentos mais caros são decorados com gravuras espetaculares.



Este instrumento é encontrado freqüentemente nos Himalaia, - Tibete, Sikkin, Buthan etc.  e emite um som  extremamente baixo. Quando é utilizado nas montanhas produz um efeito de eco enorme.

O som muito baixo do Dung-chen, sem dúvida, tem uma influência sobre as condições fisiológicas e psicológicas do ser humano, especialmente nos conhecidos “chacras”, elevando o individuo para as energias cósmicas.


Kang-ling
Já a utilização do kang-ling, outro instrumento de sopro, é semelhante ao de trombeta. Originalmente, esse instrumento era feito de um fêmur de uma jovem que tinha sido, de preferência, morta virgem. Isso ocorre porque o som do kang-ling  simboliza a pureza, por isso o instrumento era para ser puro. Hoje, essas trombetas são feitas de metal. O kang-ling, normalmente usados em pares, intervém em trechos curtos para os rituais coléricos, que são realizados para a expulsão de demônios perturbadores da psique humana.




Dung-kar
É um instrumento de sopro ritual de origem indiana, feito de uma concha. Já conhecido na Índia durante a era védica (cerca de 1500 AC), tem sido usada desde então no folclore e na música sacra e militar. O Dung-kar  sempre foi considerado como um objeto sagrado. Na mitologia indiana, é conhecida como arma de Vishnu.



O Dung-kar  tem um timbre e um tom místico, e sua cavidade emite uma profunda vibração. Seu som simboliza pureza e devoção. Sua santidade é tão universal que é usado como um instrumento ritual da religião védica, o hinduísmo e o jainismo, bem como no Hinayana, Mahayana e no Budismo Tântrico.

Gyaling
É um parente próximo do oboé.  O instrumento é um tubo cônico de madeira com um funil de metal em uma extremidade e um tubo de metal com um bocal de duplo palheta na outra.

O tubo tem 7 furos no seu topo e um único furo na parte traseira. O gyaling, essencialmente, com a técnica de respiração chamada circular, que permite a emissão contínua de som sem ter que fazer uma pausa para respirar.

Melodias complexas podem ser reproduzidas neste instrumento musical, mas habilidade e tenacidade são exigidas.



Conseqüentemente, nenhum novato tem a confiança para tocar o gyaling. Na música ritual só pode ser utilizado em duplas, muitas vezes em conjunto com 2 Dung-chen ou como parte da orquestra do templo.

No campo da psique o som do tambor facilita a conexão de qualquer pessoa com o seu mundo interior e com todos os ritmos de seu corpo, produzindo um estado de relaxamento, de equilíbrio e ampliação de consciência, proporcionando assim uma conexão e harmonização com os ritmos planetários e cósmicos.

* Com informações do Jardim do Dharma

 

 

 

 

 
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